Nas minhas visitas a outros blogs, encontrei no blog O Homem Sincero (http://www.ohomemsincero.globolog.com.br/) o seguinte texto, creditado a Mae West.
Como o texto é fabuloso, não contentei-me de transcrevê-lo aqui. Vou comentá-lo também.
Esse é também um mea culpa pela demora em postar. Contudo… demorei mas encontrei algo que vale realmente a pena.
Coisas que nunca faço
1. Tirar o homem de outra mulher. Pelo menos intencionalmente, quero dizer, embora no amor e na guerra valha tudo, e não seja pecado.
Pois é… Vale tudo mesmo. Só não vale ter a cobiça maior que o desejo. Pelo menos eu acho…
2. Ser outra coisa que não eu mesma o tempo todo, a não ser no palco ou na tela, pois é aí que começa a atuação.
… Mesmo que eu seja uniplurimulticulturamente falando, vários ao mesmo tempo.
3. Jamais cozinho, costuro, lavo pratos, descasco batata, como cebola ou rôo as unhas.
Pode deixar que eu faço isso para você. Menos roer as unhas.
4. Usar meias de algodão branco ou entrar em um campo de nudistas
Pode deixar que eu faço isso para você. Odeio poliéster. É cafona e dá mau cheiro.
5. Jamais vou gostar de ópera, do Número Treze, cantar músicas tirolesas, espaguete frio, ratos, lesmas, homens que raspam o pescoço ou banana madura demais.
Concordo.
…
Raspar o pescoço?!?
6. Preocupar-me com pessoas que assobiam no camarim ou passam cheque sem fundo.
Coloquemo-nas em um iceberg.
7. Fazer papel de mãe, papéis tristes ou de esposa virtuosa, traída ou não. Tenho pena das mulheres fracas, boas ou más, mas não consigo gostar delas. A mulher deve ser forte na bondade e na maldade.
… Porque, se um homem odiar uma mulher, com certeza será porque ela é fascinante. A menos que ela seja desprezível.
8. Ficar doida por música clássica, sanduíche, fumaça de charuto, lugares que cheiram a hospital e esmalte de unha preto.
… Depende BEEEMMMM das circunstâncias. Mas cheiro de hospital é o fim de qualquer jeito.
9. Ficar excitada com boates, pontes retráteis, dança de leque, meias no tornozelos, a Bolsa de Valores, badminton ou macetes para aumentar o busto.
Adoro boates. Nunca vi uma ponte retrátil, a não ser em filmes de ação (o que torna qualquer ponte retrátil um clássico). Dança de leque é muito legal (o leque é uma arma assustadora – que digam os filmes de kung fu). Meias nos tornozelos são o fim mesmo. Para falar mal da Bolsa de Valores primeiro vou ter que conhecê-la. Digo o mesmo do badminton, com a diferença que não farei nenhum esforço para conhecê-lo. Macetes para aumentar o busto? Mae West, você conheceu o silicone?
10. Morrer de emoção com orquídeas, cartas de amor anônimas, pastas de postais de suvenir, terremotos, braceletes de escrava ou cama de colchão duro.
Adoro todos os anteriores. Cafonas que caem no gosto da galera e voltam a ser clássicos, para depois que a moda passa voltarem a ser cafonas. É um fluxo. Você deve ter escrito esse texto na época que soava como cafona.
11. Incomodar-me com prestamistas escoceses ou rapazes que ciciam.
Wow! Isso que é ser excessivamente pontual!!!
12. Acreditar o pior de alguém sem prova completa, tampouco acreditarei que é inútil lutar contra a sorte – a falsa!
Yes!
13. Andar quando posso me sentar, ou me sentar quando posso me deitar. Acredito em poupar a energia – para coisas importantes.
Inclusive coisas que fazemos preferencialmente deitados – embora façamos em qualquer posição.
Sorrir, por exemplo.
14. Escrever um conto sem sofisticação, porque acho que inocência não é o que a inocência faz.
Absolutamente. Ser puro requer prática. Ser inocente, preguiça.
15. Casar-me com um homem bonito demais, um homem que bebe demais ou não segura a bebida como um cavalheiro, um homem fácil de obter ou facilmente levado à tentação – a menos que seja eu quem o leve.
Adoro ser um homem fácil.