A Tempestade

Mudei de idéia. Embora ainda vá falar aqui sobre simbologia, dado ser esse o tema que mais amo, vou postar alguns textos meus também. Acaba que todo blog termina em diário.

25

de
agosto

Semana de 31 de agosto a 6 de setembro: A Torre

A Torre Fulminada, ou a Casa de Deus nos baralhos antigos, representa a ruptura com todo o processo de estagnação ao qual nos prendemos. É uma energia de natureza agressiva, mas que nos desperta para o verdadeiro potencial em nós. Com a queda de todos os muros que construímos com nossos hábitos, com a rotina – queda essa sempre dolorosa – nos deparamos com o que realmente somos, e essa energia potencial nos põe de volta no rumo da potencialidade infinita, na rota daquilo que viemos realizar nesse mundo.
Nessa semana, portanto, vamos nos preocupar com os defeitos e os limites que têm se manifestado nesses tempos. Por vezes, culpamos o mundo, as pessoas ou as situações pelas dificuldades que vivemos, sem perceber que elas emergem de nós mesmos. Será que a balconista é que está mal-humorada, ou será que nós a deixamos mal-humorada por utilizarmos um tom de voz hostil? Pensemos nisso. Portanto, para minimizarmos as influências maléficas desse arcano, mantenhamos a gentileza, a tranqüilidade e a simpatia em alta.
Muito cuidado principalmente com o orgulho. Todos nós temos valor; sendo assim, por que nos sentiríamos melhores ou piores que os outros?
No amor, cuidado com discussões e crises de ciúme, a menos que você já queira o terminar. No trabalho, cuidado com papéis e documentos importantes, não assine nada sem ler e interpretar as entrelinhas.

18

de
agosto

Come away with me…

Norah Jones. Sempre.

Come away with me in the night
Come away with me
And I will write you a song

Come away with me on a bus
Come away where they can’t tempt us
With their lies

And I wanna walk with you
On a cloudy day
In fields where the yellow grass grows
knee-high
So won’t you try to come

Come away with me and we’ll kiss
On a mountain top
Come away with me
And I’ll never stop loving you

And I wanna wake up with the rain
Falling on a tin roof
While I’m safe there in your arms
So all I ask is for you
To come away with me in the night
Come away with me

Venha embora comigo no meio da noite
Venha embora comigo
E comporei uma musica para você.

Venha embora comigo de ônibus
Vamos embora para onde eles não possam nos tentar
Com suas mentiras…

Quero caminhar ao seu lado
Num dia nublado
Em campos de capim amarelo
Até o joelho.
Então, você pode tentar vir comigo?

Venha embora comigo e nos beijaremos
No alto de uma montanha.
Venha embora comigo,
E eu nunca vou deixar de amá-lo.

Quero acordar com a chuva
Batendo no telhado de zinco
Estando segura em seus braços…
Então, eu peço à você,
Venha embora comigo no meio da noite
Venha embora comigo.

18

de
agosto

Semana de 24a 30 de agosto - O Eremita


Tarot of the Hidden Folk

Nessa semana, que encerra o mês de agosto, novamente nos deparamos com aspecto mais analítico, mais sombrio e taciturno da nossa personalidade: o Eremita. Regido pelo signo de Virgem, no qual estamos, tem sua influência aumentada, e o foco mais direcionado para nossas reais necessidades.
Virgem é um signo de Terra governado por Mercúrio, o Mensageiro dos Deuses. Mercúrio, para os Romanos, e Hermes para os gregos, voava com as suas sandálias aladas e possuía um cajado com poderes mágicos, o Caduceu. Entre outras atribuições, o Caduceu tinha o poder de cura e também de guiar as almas para seu destino no Hades. Por esse motivo, o Caduceu é também hoje o símbolo da Medicina.
Nessa semana, o Eremita está nos pedindo para cuidarmos melhor da nossa saúde. O nosso corpo fala e é hora de ouvirmos sua voz. Isso pode se manifestar como um desconforto com a nossa aparência, o início de uma dieta – que será extremamente favorecida pelo poder da Lua Minguante – a entrada na academia… Mas também estaremos mais sensíveis às influências ambientais e aos excessos – é importante prestarmos atenção no que comemos, bebemos e sentimos.
Período extremamente favorável no trabalho para pôr o serviço em dia. Contudo, não é bom momento para sair com o pessoal do trabalho – os problemas do escritório podem ir para a mesa do bar junto e sem convite. No amor, tranqüilidade. Amizades favorecidas. As verdadeiras.

13

de
agosto

So much time…

Como às vezes uma letra de música cai como uma luva para a fase na qual se  está, posto so much time, dessa banda maravilhosa que é o Boyce Avenue. Junte Creed com Nickelback, com boas doses de Dawson’s Creek.

He can’t get out of bed this morning
You can tell that he’s been crying
From the stains on his pillow case last night
He wonders why he got no warning
He wonders all the time
Well maybe in his dreams he’ll make it right

He finally pulls himself together
And tries to face his life
But the thought of her cripples him inside
He wonders if she thinks about him
Or if she feels alright
These thoughts don’t seem to leave his mind

At least he’s still got so much…

Time on his hands
Time to get back on his feet again
Time left to stand
Time to let go of his feelings

Problems in his life get clearer
As he finds some peace of mind
It gets a little easier with time
No he doesn’t have all the answers
But he figures that’s alright
Cause some things in life you just can’t find

At least he’s still got so much…

Time on his hands
Time to get back on his feet again
Time left to stand
Time to let go of his feelings

All he wanted to find
Was a heart to match his own
When she left him behind
She killed the girl he thought he’d known

Time on his hands
Time to get back on his feet again
Time left to stand (Time won’t let go)
Time to let go of his feelings (Won’t let go)
Time on his hands (Time won’t let go)
Time to get back on his feet again

 
Ele não pode sair da cama esta manhã
Pode-se dizer que ele tem chorado
Desde de quando as manchas em seu travesseiro surgiram a noite passada
Ele quer saber por que razão ele não foi avisado
Ele interroga-se sobre o tempo todo
Bem talvez em seus sonhos, ele vai fazer isso direito

Ele finalmente puxa-se juntamente
E tenta enfrentar a sua vida
Mas o seu pensamento mutila-se no interior
Ele quer saber se ela pensa sobre ele
Ou se ela se sente bem
Estas ideias parecem não deixar sua mente

Pelo menos ele ainda tem tanto …

Tempo em suas mãos
Tempo de colocar os pés no chão de novo
Tempo perdido
Tempo para deixar levar pelo sentimento

Problemas se tornam mais claros
Como ele encontra alguma paz de espírito
Começa um pouco mais fácil com o tempo
No que ele não tem todas as respostas
Mas ele tem valores para o bem
Porque algumas coisas na sua vida você só não pode achar

Pelo menos ele ainda tem tanto …

Tempo em suas mãos
Tempo de colocar os pés no chão de novo
Tempo perdido
Tempo para deixar levar pelo sentimento

Tudo que ele queria encontrar
Era um coração para combinar com o seu próprio
Quando ele deixou para trás
Ela matou a menina que ele pensava conhecer

Tempo em suas mãos
Tempo de colocar os pés no chão de novo
Tempo perdido (Tempo de não deixar-se ir)
Tempo para deixar levar pelo sentimento (não solte)
Tempo em suas mãos (Tempo de não deixar-se ir)
Tempo de colocar os pés no chão de novo

13

de
agosto

Semana de 19 a 23 de agosto - A Temperança

Na semana em que entramos, somos regidos pela carta que representa a complementação dos opostos. O que seria isso? Para entendermos, podemos utilizar por exemplo o signo que ela rege: Sagitário. Sagitário é um signo do Fogo, mutável e masculino, regido por Júpiter, que representa a aspiração da alma pelo que é superior. Sua representação é de um homem com corpo de cavalo, ou seja, o animalesco e o divino existindo em um mesmo corpo. O que não deixa de nos representar também – temos uma alma divina, um espírito que nos dá a vida, em um corpo de carne.
A Temperança representa o estado de espírito em que nos tornamos superiores às situações favoráveis e desfavoráveis. Aquele estado de espírito em que nada pode nos abater, pois sabemos que “depois da tempestade vem a bonança”. Não há rigidez – simplesmente fluímos por entre as situações, como a água que se infiltra na terra.
Nessa semana, portanto, tentemos ser mais flexíveis, mais bem-humorados, mais tranqüilos. As situações que não conseguirmos resolver nessa semana não são para serem resolvidas agora – pois a tendência é de que as situações se resolvam por elas mesmas.
No amor, um momento de cooperação e carinho. Para os solteiros solteiras, hora de sair de casa e mostrar-se mais – a Temperança deixa a todos mais bonitos, mais interessantes, propiciando a felicidade de um encontro.
No trabalho, siga o fluxo, sem conflitos e sem envolver-se em problemas menores.

8

de
agosto

Mae West

Nas minhas visitas a outros blogs, encontrei no blog O Homem Sincero (http://www.ohomemsincero.globolog.com.br/) o seguinte texto, creditado a Mae West.
Como o texto é fabuloso, não contentei-me de transcrevê-lo aqui. Vou comentá-lo também.
Esse é também um mea culpa pela demora em postar. Contudo… demorei mas encontrei algo que vale realmente a pena.

Coisas que nunca faço

1. Tirar o homem de outra mulher. Pelo menos intencionalmente, quero dizer, embora no amor e na guerra valha tudo, e não seja pecado.
Pois é… Vale tudo mesmo. Só não vale ter a cobiça maior que o desejo. Pelo menos eu acho…
2. Ser outra coisa que não eu mesma o tempo todo, a não ser no palco ou na tela, pois é aí que começa a atuação.
… Mesmo que eu seja uniplurimulticulturamente falando, vários ao mesmo tempo.
3. Jamais cozinho, costuro, lavo pratos, descasco batata, como cebola ou rôo as unhas.
Pode deixar que eu faço isso para você. Menos roer as unhas.
4. Usar meias de algodão branco ou entrar em um campo de nudistas
Pode deixar que eu faço isso para você. Odeio poliéster. É cafona e dá mau cheiro.
5. Jamais vou gostar de ópera, do Número Treze, cantar músicas tirolesas, espaguete frio, ratos, lesmas, homens que raspam o pescoço ou banana madura demais.
Concordo.

Raspar o pescoço?!?
6. Preocupar-me com pessoas que assobiam no camarim ou passam cheque sem fundo.
Coloquemo-nas em um iceberg.
7. Fazer papel de mãe, papéis tristes ou de esposa virtuosa, traída ou não. Tenho pena das mulheres fracas, boas ou más, mas não consigo gostar delas. A mulher deve ser forte na bondade e na maldade.
… Porque, se um homem odiar uma mulher, com certeza será porque ela é fascinante. A menos que ela seja desprezível.
8. Ficar doida por música clássica, sanduíche, fumaça de charuto, lugares que cheiram a hospital e esmalte de unha preto.
… Depende BEEEMMMM das circunstâncias. Mas cheiro de hospital é o fim de qualquer jeito.
9. Ficar excitada com boates, pontes retráteis, dança de leque, meias no tornozelos, a Bolsa de Valores, badminton ou macetes para aumentar o busto.
Adoro boates. Nunca vi uma ponte retrátil, a não ser em filmes de ação (o que torna qualquer ponte retrátil um clássico). Dança de leque é muito legal (o leque é uma arma assustadora – que digam os filmes de kung fu). Meias nos tornozelos são o fim mesmo. Para falar mal da Bolsa de Valores primeiro vou ter que conhecê-la. Digo o mesmo do badminton, com a diferença que não farei nenhum esforço para conhecê-lo. Macetes para aumentar o busto? Mae West, você conheceu o silicone?
10. Morrer de emoção com orquídeas, cartas de amor anônimas, pastas de postais de suvenir, terremotos, braceletes de escrava ou cama de colchão duro.
Adoro todos os anteriores. Cafonas que caem no gosto da galera e voltam a ser clássicos, para depois que a moda passa voltarem a ser cafonas. É um fluxo. Você deve ter escrito esse texto na época que soava como cafona.
11. Incomodar-me com prestamistas escoceses ou rapazes que ciciam.
Wow! Isso que é ser excessivamente pontual!!!
12. Acreditar o pior de alguém sem prova completa, tampouco acreditarei que é inútil lutar contra a sorte – a falsa!
Yes!
13. Andar quando posso me sentar, ou me sentar quando posso me deitar. Acredito em poupar a energia – para coisas importantes.
Inclusive coisas que fazemos preferencialmente deitados – embora façamos em qualquer posição.
Sorrir, por exemplo.
14. Escrever um conto sem sofisticação, porque acho que inocência não é o que a inocência faz.
Absolutamente. Ser puro requer prática. Ser inocente, preguiça.
15. Casar-me com um homem bonito demais, um homem que bebe demais ou não segura a bebida como um cavalheiro, um homem fácil de obter ou facilmente levado à tentação – a menos que seja eu quem o leve.
Adoro ser um homem fácil.

4

de
agosto

Semana de 10 a 16 de agosto - Fortuna


Fenestra Tarot

“Nada do que foi será de novo do jeito que já foi um dia… Tudo passa… Tudo sempre passará…”
As palavras de nosso querido Lulu Santos refletem bem o que teremos nessa semana. A Roda da Fortuna, ou simplesmente Fortuna, representa as oscilações da vida, das quais não temos conhecimento até que o processo termine. Hoje enfrentamos dificuldades; amanhã, quem sabe, as dificuldades se resolvem por elas mesmas e só podemos dizer que foi Sorte que sorriu para nós. Fomos afortunados.
Nessa semana, enfrentaremos oscilações no que diz respeito aos nossos planos. Um detalhe pode por tudo a perder, um detalhe pode encerrar positivamente o que considerávamos perdido. Deus, ou o Diabo, mora nos detalhes. Depende de para quem desejamos sorrir.
Essa carta, regida por Júpiter, o Grande Favorável da Astrologia, planeta responsável pelas mudanças para melhor, pelos empreendimentos, pela prosperidade, pelos ensinos superiores e pelas viagens longas, traz para nós uma brisa de oportunidade. Se desejarmos verdadeiramente o melhor para nós, esse melhor tende efetivamente a se manifestar. Mas… estamos desejando o melhor para nós?
No trabalho, momento positivo para pedir um aumento ou discutir o plano de carreira. Os chefes estarão mais benevolentes, mais amistosos com os funcionários. Cuidado porém, para fazer isso respeitando a hierarquia.
No amor, que tal dar uma inovada no romance? Até mesmo um beijo roubado pode ser inesquecível, se feito na hora certa!

4

de
agosto

Previsões

Olá. Decidi postar aqui minhas previsões semanais, que são veiculadas no programa A Hora é Delas, da Rádio Tropical de Três Corações.
Pelo menos garante um post por semana. =)

2

de
agosto

Enfim a tempestade…

Olá…
Dias se passaram e eu estou aqui de novo. Se bem disse, estava com a sensação de mormaço, daquela chuva que não chega, daquela chuva que não vem…
Pois é, ela chegou.

*****


Ontem revi meu Diário. são oito anos (!!!) com o mesmo caderno. E meu último escrito data de setembro do ano passado.
Esse ano já foi tão bombástico - e continua sendo - e as lembranças não estão lá.
Estão encravadas em mim.

*****

A carta para agosto é 2 de Ouros - Change, "Mudança".

Tente mudar o "g" por um "c" e veja a diferença!!!

*****

Estou numa sala com as janelas fechadas, mas de repente senti uma brisa. Bem-estar não tem hora para acontecer nem para chegar.

22

de
julho

Voltando de Três Corações…

Voltei anteontem de Três Corações, vacinado com vacina antirábica - garantia que não vou rosnar nem babar por algum tempo. Cinco dias corridos, que nem deu para ver todo mundo. Mas foram também cinco dias muito bem vividos.

Cheguei aqui, uma tristeza ruim se apossou de mim. Um misto de muito a ser feito e muito já feito, muito por fazer… E um vazio estranho, aquele mormaço sufocante que anuncia a chuva, como hálito quente antecessor do beijo. Aquela ansiedade de quem espera a agulhada da seringa, não sei definir bem. Sei que é vazio. Nada preenche, nem comida, nem olhar pro teto, nem pegar mil coisas para fazer, nem dormir. Um vazio que ocupa espaço de muitas outras coisas.
Lembrei-me dos Dementadores, da J. K. Rowling. Manifestação etérica da depressão, na opinião dela. Gela tudo ao redor, tira todo o resto de esperança que um coração pode possuir. São afugentados pelo Patrono, o Totem de cada um. E seus males podem ser revertidos com chocolate, o melhor aquecedor de corações que se tem notícia.
E, entre vazio e cheio de chocolate, fui assistir As Crônicas de Nárnia. Muito legal, extremamente simbólico dentro de um simbolismo medieval – bons e maus muito definidos, inclusive pelas cores que usam e pelas formas de se expressar. Foi legal usar meu cérebro de novo para outra coisa senão para reflexões azedas, amargas, ácidas. Foi legal lembrar o que é um pensamento doce, suculento.
Hoje, decidi comprar um CD. Queria Hayden. Mas quando vi Nana Caymmi e Almir Sater, mudei de idéia. Adoro música clássica, e preciso por conta das minhas atividades ouvir inclusive, para estudar, para entender, para usufruir direito. Mas a voz do Almir Sater, voz de sussurro – parece que ele está sempre cantando ao pé do nosso ouvido – e a da Nana, amiga de longa data chorando mágoas, confortam, enlevam.
Quem sabe hoje eu consigo dormir direito.

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